Posted on: julho 31, 2020 Posted by: Samira Comments: 0

Uma das minhas grandes fontes de inspiração é a arquitetura. Acho que herdei essa paixão da minha irmã, que se formou em arquitetura e costumava me contar sobre as coisas que estava estudando.

Quando viajo, observar a arquitetura local é uma das coisas que eu mais gosto: através dela podemos compreender mais sobre os hábitos culturais e sociais em diferentes regiões e épocas da história. ‏‏‎Curto observar como foi pensado aquele espaço, os materiais utilizados, a integração com a natureza, os espaços internos que fogem do comum.

Esse treino do olhar é muito interessante para quem trabalha com design, moda e outras áreas criativas e visuais. É um trabalho contínuo que ajuda a construir nossas referências estéticas e adiciona repertório de criação.

Ontem eu vi um documentário sobre o Frank Lloyd Wright, um dos expoentes da arquitetura americana. Modernista, ficou conhecido por ter desenvolvido um estilo orgânico, buscando integrar de forma harmônica as construções com o ambiente/natureza ao redor.

O documentário está disponível no YouTube, e você pode acessá-lo pelo link abaixo. Ele explora a trajetória de Wright, desde suas raízes familiares no país de Gales, sua vida no centro-oeste americano, sua relação com a natureza, seus valores como arquiteto.

Acho interessante ver a trajetória dessas personalidades. Wright trabalhou até o fim da vida, e algumas de suas obras mais conhecidas foram projetadas num momento mais maduro / tardio da sua carreira, como por exemplo a Casa da Cascata.

Casa da Cascata

O projeto é de 1934, Wright já tinha 67 anos. É considerada uma das mais belas casas já construídas. No documentário é possível ver o interior da casa, cujo mobiliário foi também desenhado pelo arquiteto. É bem interessante também a maneira com que ele integra elementos da natureza ao edifício, como por exemplo o piso que imita a textura da água sobre as pedras (no exterior da construção).

O Museu Guggenheim em Nova York também foi dos seus últimos projetos. Diferente dos museus habituais, onde é comum se perder em diversas salas, Wright projetou o edifício de forma a propor um percurso unificado e aberto. As obras são expostas ao longo desse percurso, uma maneira diferente de apreciar a arte. O grande vão do edifício propõe um descanso ao olhar.

Museu Guggenheim NY

Curti muito conhecer outros projetos do arquiteto, como a igreja Unity Temple. O exterior do edifício é no mínimo curioso, predomina o uso do concreto. Mas o interior se revela acolhedor e intimista.

Unity Temple

Outro projeto que eu amei conhecer foi a sede da empresa SC Johnson – Johnson Wax Headquarters. Além do edifício, novamente todo o mobiliário interno foi criado pelo arquiteto. Achei surpreendente o trabalho com as colunas, que passam a impressão de formar uma espécie de “bosque”, em conjunto com a iluminação natural que entra pelo topo do edifício. Deve ser incrível conhecer esse espaço ao vivo, que foi considerado um dos melhores lugares para trabalhar no mundo.

Interior da sede da empresa SC Johnson (Johnson Wax Headquarters).

‏‏‎ E você, o que te inspira?

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